Por que gosto do céu?

"Nada desfaz o deslumbramento de alguém olhando em meu telescópio, apontado para a lua, ele não está vendo a velha lua, pelo menos não aquela de sempre, de todos os dias quase, aquela que na maioria das noites passou despercebida por todos nós, está vendo um mundo novo. Suas crateras, seus vales e montanhas, a ausência de São Jorge, de atmosfera, de luz. Está vendo o que os olhos desarmado não podem ver.Isso tudo para dizer pouco sobre o encanto que o céu nos dá.Conhecer minimamente suas faces, é realizar o desejo de Tales de Mileto, o desejo do Oráculo de Delphos, conhecer minimamente o céu, é CONHECER A SI MESMO..."

Osvaldo de Souza

Tradução de minha visão (Rubem),sobre a natureza...

Cena Maravilhosa

Benção da luz a nascer
Aberta ao sol uma rosa.
Penso em quem não pode ver
a cena maravilhosa.

Gotinha d'água a tremer
na pétala desta rosa.
Penso em quem não pode ver
a cena maravilhosa.

Mais infeliz deve ser
o homem que de alma orgulhosa
não quer ou não sabe ver
a cena maravilhosa.

"Cid Franco"

sexta-feira, 22 de junho de 2007

21/06/2007 - 10h54
Floresta desmatada leva 70 anos para recuperar nutriente

RAFAEL GARCIA
da Folha de S.Paulo

Um estudo que analisou como as áreas desmatadas da Amazônia se recuperam ao longo do tempo traz hoje uma notícia boa e uma ruim. Ao analisar florestas que voltaram a crescer depois de terem sido derrubadas, cientistas descobriram que, ao longo do tempo, elas recuperam seu nível de nitrogênio, um nutriente fundamental para o solo. O processo, porém, leva décadas.

"Nós temos a boa notícia de que a floresta se regenera e ainda recupera seu ciclo de nitrogênio; a má notícia é que isso leva pelo menos 70 anos", diz Luiz Martinelli, pesquisador da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP) e autor principal do trabalho.

Em estudo na edição de hoje da revista 'Nature' (www.nature.com), Martinelli e colegas detalham como esse processo ocorre.

No início, a floresta em regeneração dá lugar sobretudo a árvores que conservam nitrogênio (emitem poucos gases com esse elemento) e não sofrem muita queda de folhas. Só após algum tempo, quando a mata secundária ("capoeira") restabelece seu nível de nitrogênio, espécies que dependem desse elemento em abundância retornam ao ambiente.

Mas isso não quer dizer que a biodiversidade se recupere. Após esse período de cerca de 70 anos, a floresta retoma só entre 70% e 80% de sua biomassa original e, ainda assim, com uma vegetação bem menos diversa.

"Mas agora, sabendo melhor como o sistema funciona, podemos estudar intervenções", diz Martinelli. Entre medidas que podem acelerar a regeneração de mata secundária está, por exemplo, o plantio de leguminosas, que ajuda a floresta a reter nitrogênio. Adubo com fósforo, em outra frente, poderia suprir a falta mais crônica desse outro nutriente.

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